A decoração vintage é um dos estilos mais relevantes do design de interiores em 2026. Nesse ano, ela surge como uma tendência que pode durar até 2027. Mas, apesar de estar em alta nos últimos tempos, é um tipo de estética que nunca sai de moda: é atemporal.
Após a forte tendência de projetos com minimalismo absoluto, os ambientes de casa agora estão voltando a adquirir identidade, memória e aconchego. Um exemplo disso é o estilo de “casa de vó”, que é cheio de detalhes lindos e nostálgicos!
Por isso, preparei esse guia especialmente para você ficar por dentro de tudo! Dessa forma, a sua casa vai ficar ainda mais bonita e convidativa, além de ter muito estilo. Aqui, a gente vai desmembrar tudo que existe sobre essa temática, desde o surgimento até como usar ela no seu lar (ou escritório!).
O que é decoração vintage?

Para começar a entender essa estética, vamos falar primeiro o que é isso, afinal. Nesse caso, a decoração vintage está ligada ao uso de móveis, objetos e elementos originais de épocas passadas, geralmente produzidos entre as décadas de 1920 e 1980. São aquelas peças autênticas, que carregam sinais do tempo e preservam materiais, técnicas e estilos característicos de seu período de origem.
Diferente da moda efêmera e do momento, o vintage é ancorado na permanência e na memória cultural. Além de ter um pezinho na ideia de reutilização e consumo consciente, é um estilo que também faz parte de muitas discussões sobre a sustentabilidade.
Aqui no Brasil, lugares como antiquários e feirinhas costumam ter muitos móveis assim! E, o melhor de tudo, é que grande maioria deles tem muita qualidade e são feitos de madeira maciça. Ainda, é muito comum que a decoração vintage seja parte de uma valorização de heranças familiares e peças garimpadas.
Mas, muito cuidado! É importante não confundir o vintage com uma decoração antiga ou desatualizada. Quando bem aplicado, o estilo cria ambientes sofisticados, acolhedores e visualmente ricos, equilibrando passado e presente de forma intencional.
Por fim, também é muito importante compreender que o vintage não é o mesmo que retrô. Embora sejam estéticas com intenções similares, elas possuem algumas diferenças na produção. Já já, você vai entender isso!
Origem e evolução do estilo

A popularização do termo “vintage” aconteceu principalmente a partir dos anos 1990 e ganhou força nos anos 2000, acompanhando o crescimento de antiquários e do interesse por peças restauradas. Hoje, é bem comum ver esse estilo combinado a peças mais contemporâneas.
Um ponto bem interessante da decoração vintage é que ela é uma consequência da segunda guerra mundial. Nessa época, com a economia e o mundo em crise, reformar móveis antigos era uma forma de mobiliar a casa.
Com o avanço da produção industrial em massa, objetos antigos passaram a ser vistos como itens únicos. Esse movimento impulsionou feiras de antiguidades, brechós e mercados especializados, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Aos poucos, o vintage se consolidou como um estilo reconhecido.
Por que o estilo está em alta?

A retomada do estilo vintage está diretamente ligada à saturação do minimalismo extremo. Nos últimos anos, a gente acompanhou uma tendência de ambientes excessivamente brancos, frios e padronizados, que passaram a gerar sensação de distanciamento emocional.
Em resposta, as pessoas buscam casas que transmitam acolhimento e personalidade. Contudo, para além do aspecto convidativo e aconchegante em casa, a decoração vintage também vem acompanhada por peças de mais qualidade.
Em 2026, observa-se uma valorização maior de móveis com história e decoração afetiva. O vintage atende a esse desejo, retomando a famosa casa com cara de casa, onde cada objeto parece ter um propósito. Além disso, o estilo conversa com pautas atuais como sustentabilidade e reaproveitamento.
Investir em peças vintage é, também, uma forma de consumo mais consciente, que se opõe à lógica descartável da decoração rápida.
Principais características da decoração vintage
A decoração vintage se caracteriza pelo uso de peças originais de época combinadas com elementos contemporâneos. O objetivo não é reproduzir um cenário antigo, mas criar um ambiente equilibrado, com camadas visuais e contraste. Se você está em busca de um cantinho com um ar mais convidativo, pode apostar nesse tipo de estética! Vai deixar a sua casa com mais personalidade, mas ainda assim com muito equilíbrio.
Outro ponto central aqui é a valorização da materialidade. Texturas e acabamentos naturais são mantidos, reforçando a autenticidade das peças. Aqui, móveis de madeira vão aparecer quase sempre sem pintura, mas verniz para atrair a cor original do material. Sabe aquela sensação de acolhimento? Ela ganha vida!
Além disso, o vintage privilegia a composição afetiva na decoração. Objetos decorativos, móveis herdados ou garimpados têm papel central na narrativa visual do espaço, tornando cada ambiente único. Em antiquários, você consegue encontrar móveis cheios de história e dar um novo capítulo para eles.
Cores e texturas comuns

A paleta de cores da decoração vintage costuma incluir tons terrosos, beges, verdes, marrons e variações de pastel. Essas cores contribuem para uma atmosfera mais quente e convidativa. Além disso, detalhes metálicos com aparência mais envelhecida, como bronze e latão, também aparecem com frequência.
As texturas têm papel fundamental na composição. Tecidos naturais, madeira aparente e superfícies com desgaste visível criam contraste e profundidade. O toque visual é tão importante quanto a funcionalidade. Um ponto super legal é que, no Brasil, essa estética também tem muita presença de crochê e trabalhos de patchwork, que une vários tecidos unidos uns aos outros.
A combinação entre superfícies brutas e acabamentos mais polidos ajuda a equilibrar o ambiente. Esse contraste evita que o espaço fique pesado ou visualmente antiquado.
Materiais e acabamentos

A madeira maciça é um dos materiais mais presentes no estilo vintage, sendo praticamente a representante dessa estética. Ah, e nesse caso não precisa ser tudo perfeito, viu? Aparadores, mesas e armários com pequenos veios aparentes reforçam a sensação tradição. Às vezes, é justamente isso que conta a história do móvel!
Metais com oxidação natural, como ferro e latão, aparecem em luminárias, puxadores e estruturas. O acabamento envelhecido contribui para a estética nostálgica do ambiente. Vidros antigos e espelhos com pátina também são comuns.
Porcelanas, cerâmicas e louças decorativas complementam a decoração. Nos anos 1920 a 1980, era muito comum que essas peças fossem cheias de detalhes em pinturas delicadas e com personalidade. Você pode usar como acessórios e deixar exposto, como verdadeiras obras de arte!
Diferenças entre estilo vintage e retrô
A principal diferença entre vintage e retrô está na origem das peças. O vintage utiliza objetos originais de época, enquanto o retrô se refere a itens novos inspirados em designs antigos. Embora sejam estilos que tem intenções similares, de nos levar um tempo passado, essa distinção impacta na estética do ambiente.
O vintage carrega história e autenticidade, com materiais e técnicas originais. Já o retrô aposta na releitura, trazendo cores mais vibrantes e acabamentos contemporâneos.
Na prática, o vintage tende a criar ambientes mais sóbrios e afetivos. O retrô, por outro lado, costuma ser mais lúdico e gráfico, com forte apelo visual.
Vintage vs retrô: exemplos práticos

Em uma sala de estar, um aparador original dos anos 1950 caracteriza o estilo vintage. Já um móvel novo, com design inspirado nessa década, mas produzido hoje, se enquadra como retrô. A diferença está na procedência, não apenas na aparência.
Na cozinha, eletrodomésticos com visual antigo e tecnologia atual são exemplos clássicos do retrô. Eles dialogam bem com ambientes contemporâneos, mas não substituem a presença de peças vintage autênticas. Misturar sem critério pode gerar ruído visual.
Para evitar confusão estética, o ideal é definir qual estilo será predominante. O vintage funciona melhor como ponto focal, enquanto o retrô pode complementar com leveza e contraste.
Como aplicar a decoração vintage em ambientes
Aplicar a decoração vintage de um modo que não fique caricato exige planejamento. Aqui, você precisa pensar no que você já tem e no seu espaço de casa. O ponto central está no equilíbrio entre peças antigas e elementos contemporâneos, evitando ambientes carregados ou com aparência de cenário temático. O vintage funciona melhor quando é pontual e bem distribuído.
O layout deve respeitar proporções e circulação. Móveis vintage costumam ser visualmente mais pesados. Então, uma dica que eu dou é criar um espaço de respiro entre as peças e atenção à escala do ambiente. Menos quantidade, mais impacto visual. Nada de carregar o seu cômodo!
Outro aspecto importante é a hierarquia dos objetos. Muitas vezes, é comum cometer o erro de colocar muitos elementos de peso visual e, no final das contas, parecer que estão todos brigando para ver quem chama mais atenção. Assim, você pode optar por peças-chave para protagonizar o espaço e deixar os demais itens como apoio. Essa lógica mantém o ambiente sofisticado e funcional.
Residenciais vs. comércios

Em ambientes residenciais, o vintage pode ser explorado de forma mais afetiva e personalizada. Móveis herdados, objetos de família e peças garimpadas ajudam a construir uma narrativa visual íntima. Sabe aquela mesa, penteadeira ou aparador que era da sua avó? Fica maravilhoso para compor a decoração do seu lar!
Já em espaços comerciais, o vintage precisa dialogar com a marca e o público. Nesse caso, é muito importante refletir se ele conversa com os valores do seu espaço, já que a decoração diz muito sobre a sua identidade e impacta diretamente na percepção de imagem.
Por exemplo, em cafeterias, restaurantes e espaços de convivência, que são ambientes que pedem mais aconchego e uma atmosfera mais convidativa, o ideal é usar o vintage como ponto focal. Um balcão antigo, luminárias ou móveis restaurados, como mesas e cadeiras, já são suficientes para transmitir o conceito sem prejudicar a funcionalidade.
Dicas por cômodo

Apesar de a estética de decoração vintage combinar com qualquer cômodo de casa, existem alguns truques e móveis que podem facilitar o seu processo.
Na sala de estar, sofás com design clássico, mesas de centro em madeira maciça e aparadores antigos funcionam bem. Quadros, espelhos envelhecidos e com molduras bem trabalhadas, além de luminárias ajudam a compor o ambiente sem sobrecarregar. Aqui, vale muito a pena ir atrás de garimpos!
Já no quarto, o vintage aparece de forma mais sutil e acolhedora. Você pode apostar em cabeceiras antigas e mesas laterais de madeira. Outro aspecto que vai fazer toda a diferença são as roupas de cama em tons suaves, que vão reforçar esse clima. Nesse caso, também é comum encontrar peças bordadas, que traz detalhes lindos!
No coração de casa, a cozinha, esse estilo pode surgir em armários, louças aparentes e pequenos eletrodomésticos. Prateleiras abertas com cerâmicas antigas e metais envelhecidos criam identidade sem comprometer a praticidade do espaço.
Iluminação na decoração vintage

Eu sempre digo que a iluminação funciona como uma peça-chave para destacar a decoração em casa e, na estética vintage, não seria diferente. Ela tem o poder de reforçar esse estilo, trazendo não apenas um apelo visual com os diferentes modelos de luminárias e abajures, mas também devido aos cenários de luz que ela cria.
Aqui, as luzes muito frias tendem a quebrar a atmosfera acolhedora do estilo. Por isso, a escolha da temperatura de cor é decisiva. Em cômodos como a sala de estar, quartos e varandas, a temperatura quente vai ser ideal. Além de serem mais convidativas, também combinam com materiais naturais e acabamentos envelhecidos, como o latão e bronze.
Uma dica que eu dou é investir bastante na iluminação indireta! Você pode garimpar em vários antiquários, tanto online quanto na sua cidade, em feirinhas ou lojas especializadas, luminárias de parede, pendentes metálicos e abajures com cúpulas de tecido.
Eu sou suspeita para falar, mas vale dar uma chance para os abajures e luminárias de chão! Elas vão acrescentar aquela dose extra de estilo que estava faltando no seu cômodo, mas também vão ser super funcionais.
Guia de estilos dentro do vintage
A decoração vintage costuma ser bem versátil. Ela se desdobra em diferentes tipos, que variam conforme época, materiais, sensações transmitidas pelo ambiente e, o principal de todos, o “subestilo“. Dessa forma, eu reuni alguns pontos para você entender qual desses se adapta mais ao seu lar e o que mais vai fazer sentido para você.
Cada variação do vintage prioriza elementos específicos. Algumas são mais limpas e geométricas, enquanto outras apostam na mistura de texturas e no aspecto artesanal. Essa diversidade torna o estilo adaptável a diferentes tipos de projetos.
Mid-century modern: características
O mid-century modern é uma das vertentes mais populares do vintage. Ele se inspira no design das décadas de 1940 a 1960, valorizando linhas simples e formas orgânicas. A funcionalidade é um princípio central desse estilo.
A madeira clara aparece com destaque em móveis como aparadores, mesas e cadeiras. Pés palito e estruturas leves ajudam a manter o ambiente visualmente limpo. O design prioriza conforto, evitando o excesso e atraindo a funcionalidade para o espaço.
Se você gosta de uma mescla entre a decoração vintage e o moderno, o mid-century é a ideia perfeita. Ela dialoga bem com ambientes contemporâneos e facilita a combinação com itens modernos, sem perder o caráter histórico. Hoje, é bem tranquilo de encontrar peças para compor esse visual.
Sala de estar elegante vintage com muita madeira

Estampa quadriculada que fica uma graça

Mais uma vez, a madeira como protagonista

O mix do moderno com o vintage

Boho vintage: texturas e cores
O boho chic foi uma das tendências mais virais de 2025 e não ficou restrito apenas ao vestuário, mas também invadiu a decoração de casa. No estilo vintage, é muito comum ver essa estética combinada aos anos 70.
O boho vintage aposta na mistura de referências e na valorização do artesanal. Tecidos naturais, fibras como palha, além de bordados e crochês, criam camadas visuais ricas e cheias de textura, que vão dar aquele aspecto de interessância para o ambiente. O resultado é um ambiente mais descontraído e convidativo.
Outro ponto é que, aqui, a paleta de cores costuma ser mais séria e neutra, apesar do visual leve, tendo tons terrosos, off-white e variações de bege. Estampas aparecem de forma pontual, sempre equilibradas com superfícies neutras. Mas, aqui é muito importante tomar cuidado com o excesso, para não deixar o cômodo poluído ou caricato demais.
Esse estilo funciona bem em ambientes que pedem informalidade e aconchego. É uma escolha comum para salas de estar, varandas e quartos, onde o conforto visual é prioridade.
O bordô como cor principal funciona bem

No quarto, os tons terrosos compõem a atmosfera aconchegante bohemica

Muitas plantas na sala de estar

Cozinha clean com objetos de palha

Fibras naturais e plantas

Country vintage: aconchego rústico
O country vintage faz referência a estética campestre e às casas de interior. Esse é aquele que valoriza a madeira como material principal, móveis mais robustos e elementos de trabalho manual. Aqui, os itens artesanais fazem toda a diferença!
Além disso, cerâmicas, tecidos naturais e objetos utilitários fazem parte da composição. Peças como bules esmaltados são a cara da decoração que combina o vintage com o rústico. Além disso, nesses cenários o desgaste aparente não é visto como defeito, mas como parte da narrativa visual do espaço. Os elementos trazem memórias e muita história!
Outro aspecto são as cores. Muitas vezes, nesse estilo de country vintage, a decoração tende a ter móveis com pintura de aparência velha. E, pode parecer até que fica feio, mas o resultado disso em casa é lindo!
Essa subcategoria é ideal para quem busca um ambiente que traz aquele quentinho no coração e parece uma casa que, de fato, tem muitas histórias. Funciona bem principalmente em cozinhas e áreas de convivência. E, se você tem uma casa na fazenda, pode apostar com certeza! Vai te levar direto para o aconchego e imaginar um dia de chuva gostoso.
Vale pensar em um aparador para a entrada de casa

Cantinho da cozinha com madeira e objetos de metal envelhecido

Na cozinha, o country vintage fica um charme!

Já no quarto, os móveis de madeira podem ganhar destaque

Como combinar vintage com itens modernos

Combinar decoração vintage com itens modernos é uma estratégia eficaz para criar ambientes equilibrados e atuais, além de facilitar o processo para você, usando aquilo que você já tem e acrescentando novas peças. O contraste entre o antigo e o contemporâneo traz mais intenção e personalidade, deixando claro o seu estilo ali também.
Aqui, uma dica é usar o vintage como ponto de destaque, enquanto o moderno entra como base neutra. Revestimentos, paredes e grandes superfícies costumam funcionar melhor em versões mais atuais. Assim, as peças antigas ganham protagonismo sem competir entre si.
Mais uma vez, vale muito a pena colocar para jogo aquele aparador que era da sua avó! Além de dar aquela cara de decoração vintage, também vai trazer muita história. A decoração afetiva também transita muito bem entre o vintage e moderno!
Para combinar o vintage com o moderno, a dica principal é não deixar que os móveis briguem entre si, disputando por atenção. Isso vai acabar pesando o ambiente, retirando toda a leveza e suavidade do seu cantinho de refúgio cotidiano. Menos peças e bem posicionadas é o melhor caminho!
Regras rápidas de mistura

A primeira dica que eu vou te dar para misturar a decoração vintage com a moderna é manter áreas de respiro visual. Ter alguns espaços em branco ajudam a valorizar móveis e objetos vintage, evitando sensação de acúmulo. Esse equilíbrio é essencial para ambientes contemporâneos.
A próxima regra rápida é escolher uma ou duas peças centrais vintage para cada ambiente. Se você está começando ou querendo investir nesse tipo de decoração, é sempre bom ir aos poucos. Um sofá, um aparador ou uma mesa já são suficientes para definir o estilo. O restante da decoração deve funcionar como suporte visual.
Por fim, os acessórios contemporâneos ajudam a atualizar a composição. Almofadas, quadros e objetos de design atual criam contraste. Aqui, você pode colocar aquelas peças que você ama e que são a cara como detalhes. Eu garanto que vai fazer toda a diferença!
Guia de compra: itens essenciais com orçamento

Antes de comprar peças vintage, é importante definir prioridades e orçamento. Devido à alta qualidade dos materiais, é comum encontrar peças que exijam investimentos mais altos. Mas, eu vou te dar uma dica: o garimpo funciona muito bem! Em feirinhas de antiguidades, você pode encontrar móveis cheios de personalidade e perfeitos para o seu lar.
Os móveis, como aparador, louceiros e mesas costumam ser as peças vintage mais caras. Aqui, as mais baratas podem custar uma média de R$700,00 a R$2700,00. Mas, você também pode se apoiar em outros objetos, como luminárias e louças, que tem um valor menor, ainda trazendo o aspecto de antiguidade para a casa. Os espelhos também costumam ser itens incríveis!
Na sala, você pode invesir em móveis de apoio e luminárias. Já no quarto, mesas de cabeceiras ou, até mesmo, uma cama de madeira, fica lindo! Na cozinha, pode ser bem fácil de encontrar peças vintage também, como louças e pequenos móveis.
Feiras de antiguidades, brechós, antiquários e marketplaces online são boas opções de compra. Verificar autenticidade, estado de conservação e possibilidade de restauração é fundamental para garantir custo-benefício e durabilidade. Vale a pena também conversar com curadores, que vão te indicar as peças mais autênticas possíveis!
Conservação, limpeza e cuidado de objetos vintage
A conservação adequada é essencial para manter o valor estético e funcional de objetos vintage. Diferente de peças novas, esses itens exigem cuidados específicos para evitar danos irreversíveis. O objetivo é preservar a integridade original, não deixá-los com aparência de novos.
Nesse caso, a limpeza funciona como a base da manutenção, evitando que a poeira acumulada e umidade excessiva deixem uma aparência desgastada no seu móvel. Além disso, em alguns casos, é interessante evitar a exposição direta ao sol, que pode acabar prejudicando a durabilidade e causar manchas nas peças.
Cuidados por material

As peças de madeira, no geral, precisam de mais cuidados de manutenção. Aqui, o ideal é limpar elas com pano seco ou levemente umedecido. Além disso, eu recomendo evitar os produtos químicos fortes e excesso de água, que podem acabar prejudicando na aparência e durabilidade do seu móvel.
E por falar em durabilidade, os móveis de madeira vintage, embora tenham muita qualidade e sejam naturalmente mais resistentes, ainda precisam de proteção. Dessa forma, é importante que, com o passar do tempo, você passe uma camada de cera natural para ajudar a hidratar e aumentar a vida útil.
Os metais envelhecidos também exigem cuidado redobrado. A oxidação natural faz parte da estética vintage e não deve ser removida de forma agressiva. Para limpeza, utilize pano seco e, quando necessário, produtos específicos e suaves.
Vidros, porcelanas e cerâmicas devem ser manuseados com atenção, principalmente por serem mais frágeis. A limpeza pode ser feita com detergente neutro e água morna. O armazenamento adequado, longe de impactos e variações bruscas de temperatura, preserva as peças por mais tempo.
A decoração vintage é sobre pensar, equilibrar e cuidar. Dessa forma, você mantém a sua casa com cara de casa, com muita personalidade, mas também com aquele aspecto convidativo. Com a tecnologia tão infiltrada no nosso dia a dia, ter esses espaços de refúgio cheios de história e conforto é mais do que especial: é essencial!

Ráisa Guerra é jornalista e designer de interiores. Criadora do canal Mania de Decoração, é especialista em projetos acessíveis e criativos de decoração.